sexta-feira, 15 de maio de 2009

A tataruga e a métrica estática do tempo

No tempo comum, a idéia de tempo é quase imutável: ele está contra nós. Ele parece ter tomado um aspecto dominador em toda e qualquer relação na qual ele tanja. Essa concepção foi gerada pela necessidade de produção continua do sistema, que acabou por tornar a idéia de velocidade como necessidade, afinal só se vive uma vez e a vida é um sopro. Sendo assim, indagar-se quanto à possibilidade desse tempo ser desconstruído como inimigo e moldado ao tempo individual de cada corpo parece algo insano demais para um blog realista. Entretanto, pode-se fazer analogia dessa idéia com o Mundo Real.

Tomando a tartaruga como exemplo, é possível compreender a máxima de que o tempo de vida se dá pela noção de tempo em si. A própria unidade de medida já é uma invenção humana, e também não é universal. Einstein descreveu o tempo como uma medida de acontecimentos físicos não-universal. Em outras palavras, o tempo, que possui forma parecida com a do símbolo matemático do infinito - o que nada acrescenta a esse texto, mas foda-se – em suas longas voltas é determinado para certo corpo, o que pode variar de massa para massa. Sem delongas, a idéia de rotular a tartaruga como lenta pode ser errôneo, afinal, ela vive em seu próprio tempo.

A longevidade admirável da tartaruga lhe parece desprezível, uma vez que ela toma um considerável tempo humano para realizar uma situação rotineira, mas que por fim, é um processo similar ao que se ocorre mais velozmente.

A tartaruga toma seu tempo, porém o faz. Muitas vezes, pela ansiedade da pressa, o querido comandante espacial americano Col. Edward Murphy se faz presente, e nada acaba sendo concretizado.

Quem sabe a vida tartaruguista não fosse mais producente ao ser humano. A criação de um tempo individual, com exceção a atemporalidade, talvez resulte em algo mais admirável que seguir com um cabresto temporal coletivo.

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